domingo, 11 de novembro de 2012

IRMÃO K - 10.11.2012

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                                       IRMÃO K - 10.11.2012

Meu nome é IRMÃO K. Irmãos e Irmãs presentes neste espaço, instalemo-nos alguns instantes no Silêncio de nossa Presença, a fim de nos acolher uns aos outros.

O quadro da minha intervenção, não se inscreve na exposição de ideias ou de conceitos, mas, bem mais em uma reflexão que nós vamos conduzir, de maneira comum, e das perguntas concernentes ao que eu pude dizer durante o ano que acaba de se escoar.

Recordo-vos que eu falei-vos de um certo número de elementos relativos ao Conhecido e ao Desconhecido… à Autonomia …à Liberdade…à Maturidade.

Conjunto de elementos que visaram fazer-vos refletir sobre vós-mesmos… sobre a vossa Condição atual, e a vossa Condição real.

Assim, portanto, através da nossa Presença comum, eu convido-vos a questionarem-me e a interrogarem-me sobre o conjunto dos conteúdos das minhas intervenções passadas… bem como sobre o Conhecido e o Desconhecido…sobre a Responsabilidade…a Autonomia… a Liberdade e tudo o que eu pude dizer relativo igualmente… ao eixo ATRAÇÃO / VISÃO.

Eu escuto, então, as vossas perguntas e espero instalar com vocês, uma vez que não é costume, um diálogo… de Presença a Presença… sobre estas ideias… estes conceitos que eu vos expus.

*** Pergunta:- Como acolher esta Maturidade que evocou recentemente?

R:- A questão da Maturidade não é uma questão de Acolhimento, mas antes de Visão, Transcendente e Penetrante, relativo à Condição atual do Humano… a partir do momento em que os contextos e os limites são percebidos, porque ninguém sobre esta Terra, em Encarnação, pode evitar encontrar-se confrontado com um certo número de contextos e de limites…quer isso seja sob forma de Leis, de Convenções Morais, ou ainda de Comportamentos Humanos.

A Maturidade é de algum modo, algo que irá estabelecer-se.

Este Estabelecimento irá corresponder, muito precisamente, ao momento em que vocês consciencializam e compreendem que tudo o que vos foi proposto relativo, não às Leis deste Mundo, mas ao que foi designado de «Leis Espirituais» não são consistentes.

A partir do momento em que há descrição de um certo número de elementos validados pelas vossas Crenças ou Experiências, quer isso seja referente ao que foi chamado de Reencarnação… quer isso seja referente à hipótese de um Paraíso e de um Inferno… quer isso seja referente à hipótese de um Salvador… isto com o que vocês vão ser confrontados vai colocar-vos evidentemente, no decurso da Vida…perante as vossas próprias Adesões.

Isto concerne evidentemente, tanto o Princípio do Carma… quanto ao Princípio de um Salvador…ou não importa qual Princípio Espiritual que não é validado pela Experiência, mas antes pela Adesão a uma Crença, qualquer que seja ela.

Como vocês todos, certamente, tinham experimentado em diferentes graus e como eu pude experienciar também através do o meu ambiente de Nascimento e pelo encaminhamento da minha Vida…um certo número de hipóteses de partida, expressos como Crenças ou Adesões a uma Espiritualidade… a um Movimento Espiritual…ou ainda a uma Religião…irá traduzir-se por uma Confrontação ao que se chama o Princípio de Realidade.

O Princípio de Realidade não pertence muito evidentemente às Leis deste Mundo, mas justamente, ao Acesso ao que poderia ser designado de Espírito ou a Alma… a certas Verdades.

Se tomarmos o exemplo, por exemplo, da Reencarnação:

Este Conceito muito sedutor, tentando explicar a Condição presente por um peso… ou «um preço a pagar» …ou uma recompensa a obter em relação a uma Circunstância passada, para o qual não existe nenhum meio de re-memorar a Circunstância passada… é evidentemente uma Crença.

A Acção e Reação, tal como eu tive a oportunidade de o dizer…está apenas presente dentro deste Mundo e não corresponde à Realidade do que se encontra no Exterior deste Mundo.

Assim portanto, o Ser Humano tem a tendência a Aceitar ou o que faz Sentido… ou o que tem Lógica…ou ainda sob o Princípio da Adesão a uma Religião… a um Movimento… ou a uma Espiritualidade…seja ela qual for.

A Maturidade Espiritual consiste, simplesmente em apreender de modo objetivo…de modo lúcido e de modo totalmente Autónomo, que não pode existir Princípio de Reencarnação sobre o que é Perfeito desde a Origem.

A Reencarnação apenas pertence à Personalidade e exclusivamente, a uma sucessão ininterrupta de Personalidades.

Tomar Consciência disso é sair da Ilusão da Crença… de uma Ilusão à Adesão…para se substituir a si mesmo dentro da vossa própria Experiencia.

A Maturidade não é portanto, uma questão de intensidade de Experiências…de Adesão a qualquer Dogma que seja… mas é simplesmente a Lógica inerente àquele que descobre a Liberdade.

A Liberdade não é deste Mundo Encarnado.

Ela vos está prometida num Mundo Futuro… num outro lugar…ou quando vocês tiverem depurado o que alguns chamam de Carma.

Eu afirmo e convido-vos a verificar…que a Verdade não tem necessidade de Regras…nem de contextos, e que ela é tanto independente das Circunstâncias deste Mundo como de todo o Mundo.

A Verdade pertence apenas a vocês com vocês mesmos.

 Vocês perante de vós-mesmos.

Não ao nível da Personalidade, mas ao que Sois, além de toda a Personalidade… de toda a Sequência Lógica… Histórica… de Adesão a uma Crença ou a um Movimento… ou a uma Religião, qualquer que ela seja ela.

Eu considero também, e o conjunto dos Processos Vibratórios que vocês experienciaram fizeram-vos, certamente, aproximarem-se desta Verdade… tocá-la com o dedo e até mesmo por vezes, vivê-la… que ser Maduro é não mais crer em nada.

Ser maduro é não aceitar nada mais que não seja validado como Experiência íntima e pessoal.

Certamente, existem Leis Físicas validadas pela Experiência que permitem por exemplo, fazer voar um avião ou fazer subir um balão.

Mas, em nenhum caso, essas proezas, porque isso é –o… podem explicar o que Sois.

O que Sois não pode ser descoberto de forma alguma por uma Adesão ao que quer que seja.

A Autonomia e a Liberdade andam de mãos dadas com a Maturidade.

Descobrir a Maturidade é cessar de acreditar no que quer que seja que não tenha sido vivida.

No que toca ao conjunto das intervenções que tiveram lugar, nos últimos anos, no «Autres Dimensions», vocês puderam constatar que o mais importante era a Vibração da Consciência e da Expansão da Consciência, estas apenas dependendo evidentemente, da vossa própria Capacidade de Experiência.

A Maturidade, quanto a ela, irá consistir em não mais aderir ao que quer que seja que não tenha sido vivido por vocês mesmos.

Assim portanto, ver um avião voar, mesmo que isso seja explicável com as Leis da Física, não vos permitirá em hipótese alguma, voar por vós mesmos.

Será que isso significa, assim, que o Humano pode voar?

Alguns aspectos dele podem voar.

Simplesmente, a Crença numa Densidade e na Gravidade, vos impedem de voar!

Assim portanto, não acreditar em nada mais, excepto no que é vivido diretamente pela Consciência, é uma forma de Maturidade.

A Maturidade vai desencadear uma série de mecanismos, além simplesmente… de não mais acreditar numa Crença ou numa ideia que não tenha sido vivida ou vivenciada.

A Maturidade ocorre quando vocês tomam realmente Consciência da Condição do Ser Humano Encarnado, Circunscrito num Corpo… num certo Limite que é chamado o Nascimento e a Morte.

Ver, além das Aparências, isto é… além da Lei da Causalidade… além da Acção / Reação, requer uma forma de Maturidade.

 É totalmente Imaturo a meu ver… considerar que existe um Criador Exterior que vai dirigir, coordenar e permitir uma Criação.

O que Sois, não precisa ser Criado.

O que Sois, existe de toda a ETERNIDADE.

Verificar esta ETERNIDADE, faz-vos sair da Crença tanto num Paraíso e um Inferno…como num Salvador, e faz-vos sobretudo perceber o que Sois.

A Maturidade é uma Consciência Liberta na sua totalidade… de todas as Crenças…de todos os Dogmas…de todas as Projeções… bem como de todas as Suposições relativas à Evolução da dita Consciência que aliás… não existe.

***Pergunta:- Tinha precisado que, para superar os seus Medos, era suficiente vê-los depois deixá-los passar. O que acontece quando esses Medos impactam sobre o Físico?

R:- É exatamente a mesma conclusão.

Perante uma Dor Física… vocês têm a possibilidade de investigar no Plano Biológico…no Plano Energético… no Plano Causal… qualquer que seja o Plano.

Existe, neste Mundo onde nós todos estivemos Encarnados… um Princípio de Causalidade.

Esta Causalidade aplica-se a este Mundo.

Assim portanto, uma Dor… uma Manifestação na Consciência apela à procura de uma Causa.

Esta procura de Causa irá manter-vos na Acção / Reação.

Naturalmente, ir além da Causa…não é nada fazer… nem não agir…mas é ver claramente o que está além das Causas.

Ora, para ver o que está além das Causas… não é necessário estar implicado numa Reação, qualquer que seja ela.

Isso não contra-indica absolutamente o facto de Agir contra tal Sintoma… mas não se comprometer com ele, o que é profundamente diferente.

Assim, quando existe uma febre elevada, é por vezes necessário reduzir esta febre, de diferentes modos possíveis e imagináveis.

Agora, o grau de envolvimento da «pessoa» em relação a esta febre, determina se existe Acção / Reação ou simplesmente uma Acção que não decorre de uma simples Reação…que vai além da Causalidade e que vai além das Aparências.

Assim portanto, um Medo qualquer que seja manifestado no Corpo ou não… deve implicar o mesmo Raciocínio.

É evidente que se vocês têm por exemplo, uma crise de apendicite Aguda ou uma perna quebrada, eu duvido muito que olhando para ela, cicatrize espontaneamente.

Mas, se vocês o desejarem, vamos além.

Eu diria que se vocês estão além do Princípio de Causalidade… não existe nenhuma razão válida e objetiva, para que a vossa perna esteja quebrada, de uma forma ou de outra.

Da mesma forma aquele que se coloca em distanciamento em relação à Consciência Corporal… não Renega… nem o Corpo… nem a Consciência Corporal…mas irá colocar-se num outro «ponto de vista» que não depende mais, justamente da Causalidade do Corpo.

O que quer dizer com isso que… se vocês se colocam de modo diferente do vosso «ponto de vista» habitual, além de toda a Crença… em objetividade… observando-se, como eu o disse…não há nenhuma razão para que uma fratura ocorra.

Só a Causalidade permitiu uma fratura.

Assim, além das Zonas de Resistência expressas por UM AMIGO correspondentes às Manifestações da Consciência…um Desequilíbrio real, relativo tanto a um Medo inscrito no Mental quanto no Corpo… não muda rigorosamente nada.

O objetivo não é de se proteger ou preservar do Medo ou da fratura… mas antes compreender que… quando vocês estão objetivamente fora da Causalidade devido à Localização da vossa própria Consciência… não há nenhuma razão para que a perna se quebre…não há nenhuma razão para que vocês estejam submissos de forma alguma… a uma Causalidade qualquer… seja de uma Personalidade anterior chamada de Carma… seja de qualquer outra coisa deste Mundo.

Certamente as Circunstâncias das vossas Vidas mostram-vos a cada dia que existem Princípios de Oposição à LUZ que podem por vezes ser Manifestados…tanto por um próximo quanto pelas Circunstâncias da vossa Vida.

O que eu quero dizer é que as Circunstâncias da vossa Vida, sejam elas quais forem… serão sempre as Consequências da vossa Visão Pessoal inscrita na Personalidade.

Extrair-se da Personalidade, não por um acto de Vontade…mas deixando esta Desaparecer…quer isso seja através da INFINITA PRESENÇA… da Realização do SER …ou a Libertação no ABSOLUTO, não muda rigorosamente nada.

Este Corpo tem uma Causalidade… ele vai desaparecer, um dia ou outro… isso é uma Obrigação.

- Agora… será que vocês… vocês desaparecem portanto… quando este Corpo desaparece?

Tomar Consciência disso, é uma forma de Maturidade.

Tomar Consciência disso, é também um meio de não mais interagir segundo a Lei de Causalidade mas realmente, segundo a Lei da GRAÇA.

Vocês não podem estar ao mesmo tempo, sujeitos à Lei de Acção / Reação e viver a GRAÇA.

É um ou o outro!

Então, viver a Maturidade… viver a Liberdade e a Autonomia…colocar-se além do Conhecido… é deixar as Leis do Conhecido agir por si-mesmas, sabendo muito bem que, se a vossa Consciência estiver Expandida além do Ponto de Personalidade… não existe nenhuma razão para que vocês sejam afetados pelo que quer que seja.

Isso não se efectiva evidentemente, no momento em que vocês decidem mudar de «ponto de vista» , ou em que a Consciência muda de «ponto de vista».

Mas, num tempo extremamente curto, vocês constatarão por vós mesmos, as modificações tanto nas vossas Circunstâncias de Vida, bem como as modificações da Acção / Reação, substituídas progressivamente ou brutalmente, pelo Princípio da Lei de Acção de GRAÇA.

Assim, um Medo que se manifesta… um evento súbito em última análise, do «ponto de vista» da Personalidade… demandará sempre uma Acção, uma Reação, segundo o Princípio da Causalidade, quer seja Fisiológico, Bioquímico, Energético ou até mesmo Causal.

Além do Mundo Causal, existe com efeito, o que nós nomeamos a Lei da GRAÇA.

Mas para viver a Lei da GRAÇA é doravante e de maneira espontânea, necessário colocar-se a si mesmo além da Lei de Causalidade.

O que não significa colocar-se além das Leis ou das Regras relativas tanto à Sociedade… como à Causalidade Espiritual…mas colocar-se imediata e diretamente… não mais numa «pessoa» … mas na Consciência Expandida do Corpo de SER ou ainda do ABSOLUTO.

Portanto, aquele que vive a GRAÇA não mais por Experiência, mas em Permanência, vai encontrar-se muito rapidamente, desembaraçado de todas as Ilusões relativas a Crenças… à Adesão a uma qualquer Causalidade.

O que, naturalmente, não vos preserva de uma Reação ao vosso encontro, do Mundo do qual vocês se subtraem através da Consciência e não por Negação… mas este será o objeto de comunicação daquele que vem depois de mim, ou seja, aquele que vocês chamam o Mestre PHILIPPE DE LYON .

Eu não abordarei, portanto, as suas prerrogativas, mas situo isto neste Princípio que vocês expressam, relativo à Causalidade através de um Medo.

Ver um Medo e lutar contra um Medo… não releva em nada a mesma Acção da Consciência e, sobretudo, absolutamente não da mesma Consciência.

***Pergunta:- Ainda é tempo de praticar a Refutação?

R:- Parece-me que, quando da sua última intervenção, BIDI disse-vos que a Refutação se conduz por si mesma.

No entanto, durante as primeiras Etapas da Libertação da Terra… a Refutação visava tal como ele vos disse, causar curto-circuitos à Consciência comum.

Hoje, a Refutação eu diria, far-se-á, cada vez mais, por si só através da Acção a nível Coletivo da LUZ e não mais pela vossa intenção pessoal.

Eu diria que hoje o mais adequado é colocarem-se na posição de Transparência e de Observador, que observa o que acontece sem participar disso de forma alguma.

Este é o mesmo Princípio que o da Observação do Medo.

Toda a Emoção implica uma outra Emoção em Reação oposta àquela que se originou.

Isto pertence, e sempre pertencerá à Acção da Personalidade no Mundo.

-Aonde é que vocês se colocam?

- No desenrolar da Acção / Reação da Personalidade ou na Acção de GRAÇAS?

Do vosso posicionamento de Consciência, de algum modo irá resultar uma vivência diferente do mesmo Medo.

O Medo ou a Desordem, como a perna quebrada, por exemplo…são os mesmos em todos os Seres Humanos Viventes.

Simplesmente, a Atitude da Consciência será profundamente diferente, dependendo se vocês estão sob a Lei de Causalidade, ou sob a Lei da GRAÇA.

Um exemplo entre tantos outros:

A minha perna fractura-se por um acidente ou por uma queda direta, a Lei de Causalidade vai aplicar, em 1º lugar, um remédio nessa perna, o gesso, por exemplo, ou a Operação Cirúrgica.

Além desta Lei de Causalidade, aquele que permanece na Causalidade própria da Personalidade, vai procurar o Sentido e o Significado do que aconteceu.

A Personalidade, lembrem-se, está sempre na procura de Sentido e de Significado.

Aquele que está na GRAÇA não vai… nem julgar…nem condenar… nem rejeitar o que aconteceu à sua perna…mas simplesmente vai ver além das Aparências e da Causalidade… o que vai acontecer na Consciência, permanecendo completamente Neutro.

O que não quer dizer, não se ocupar dessa perna.

Poderíamos multiplicar os exemplos indefinidamente, relativos ao Corpo.

Mas, eu repito-o ainda uma vez, que…  se a Lei da GRAÇA estiver instalada, não há nenhuma razão para que vocês sofram do que quer que seja que manifeste este Corpo.

***Pergunta:- Quanto às Emoções que voltam a surgir quando vivemos um Estado de GRAÇA?

R:- A Emoção dirá sempre respeito à Lei da Causalidade… da Acção / Reação… da Personalidade neste Mundo.

A Lei da GRAÇA pode dar a ver através da Iluminação da LUZ… uma série de Sofrimentos… mas a Iluminação da LUZ em si, é suficiente para Dissolver essas Emoções… esses Estados Emocionais ou estas Ressurgências Emocionais.

Se este não for o caso… então convém ver quem está onde, isto é… se o que se expressa é a Personalidade ou não.

 No Princípio da Lei de Acção da GRAÇA… a Personalidade é completamente Apagada… ela intervém unicamente nos Actos da Vida relativos à Personalidade… mas em nenhum caso esta Personalidade seja ela qual for… com seus Sofrimentos quaisquer que sejam eles… vindos do passado desta Vida ou de outras Vidas… não pode alterar o que tu em Verdade ÉS.

Assim portanto, não pode haver aí a coexistência entre a GRAÇA e por exemplo, um Estado Emocional Ressurgente.

O que é visto, pode ser visto como efetivamente, uma Emoção ressurgente, mas o que tu ÉS, não pode ser, em nenhum caso, afetado pelo que se ocasionou.

Se tu és afetado por isso, é porque tu já tinhas deixado a GRAÇA.

***Pergunta:- O que significa o facto de se ver voando no AR, em Sonho?

R:- O Sonho do voo, traduz uma necessidade de Liberdade.

 O Sonho do voo traduz em geral, um Mecanismo de Expansão da Consciência.

A Consciência comum apenas se pode lembrar deste Sonho de voo.

O Sonho de voar é muito frequentemente, uma Capacidade da Alma de se extrair das Contingências da Matéria.

É em simultâneo uma Aspiração à Liberdade e o Testemunho de um Estado diferente da Consciência, obtida no momento do Sono, durante o período particular designado de Sonho.

***Pergunta:- Qual é o significado do facto de Sonhar com Cataclismos relacionados com a Água?

R:- Isto representa incontestavelmente, durante este período, a Acção do Cavaleiro da Água.

Todo o Cataclismo Interior vivido em Sonho, além de um Aspecto Predatório ou Profético que é, evidentemente, extremamente raro… o Cataclismo Elemental, traduz, para vocês, o Elemento que necessita de ser regulado, de uma maneira ou de outra.

Aquele que está com falta de ÁGUA, no nível da sua Constituição inclusive pessoal, nesse Corpo e nesta Consciência, irá frequentemente sonhar com o Elemento Líquido que está em deficit ou em falta de Regulação… como um Elemento extremamente intruso, de Manifestação violenta e brutal.

No Sonho anterior, eu falei da Aspiração à Liberdade já que naturalmente, a Liberdade sobretudo, ligada à Acção do AR.

***Pergunta:- Como regular um Elemento quando o Triângulo correspondente se ativa?

R:- Minha Irmã, eu remeto-te, para isso, às numerosas explicações que já foram dadas, relativas à associação dos Elementos, por um… por dois…por três ou o conjunto.

Este tem sido o objeto de várias Comunicações, essencialmente por algumas Estrelas

(ndr: ver, em particular, as intervenções de SNOW - 18.10.12  ,SNOW - 01.11.12).

Quando um dos Elementos age em vocês… aí também existem duas possibilidades:

Ou colocar-vos sob a Lei da Causalidade e tentar lutar contra… ou observar o Elemento e nesse momento a observação dispensa-se de qualquer Regulação.

A Acção do Elemento, por exemplo, ser submetido a um Sonho de desastre com a Água que está relacionada com o Elemento ÁGUA e com o Cavaleiro da ÁGUA apela apenas a observar o que se desenrola aí.

Pode aí haver um Mecanismo de Equilíbrio, isto é…de Equilíbrio Dinâmico, obtido através do Elemento complementar localizado na Cruz Mutável (ndr: a Cruz Central da Cabeça, formada pelos Eixos IM-IS e AL-OD, conforme descrito na intervenção de UM AMIGO - 02.11.2012  ).


Por exemplo, uma Manifestação ligada à Água, será equilibrada pelo Elemento AR.

É extremamente difícil para mim, dar-vos todas as correspondências do Elemento AR… nós não temos tempo para isso.

Simplificando, o AR pode ser assimilado à Respiração… ao Movimento.

Existe naturalmente, mas isso não é da minha competência… a possibilidade de modificar os Elementos, de múltiplas formas.

Os Alimentos podem ser uma delas, (ndr: ver a intervenção de HILDEGARDE DE BINGEN- 03.10.2012  ), a Respiração também.

 (ndr: ver as intervenções RAM - 09.05.2012 , 21.07. 2012 , 02.09.2012 ).

***Pergunta:- Num Sonho, o que significa o facto de ver pessoas se trespassarem?

R:- A Significação é-te própria.

Isto não é como os Sonhos de Elementos.

Nós estamos aqui, diante de um Processo de Multi-Dimensionalidade evocando ainda as últimas facetas da Personalidade.

Com efeito, a interpenetração de formas e de Consciências corresponde ao enfraquecimento do Princípio deste Mundo ligado à Compartimentação.

Cada forma aqui é distinta.

O único modo que vocês têm de vislumbrar A UNIDADE através de uma Forma, pode ser representado eventualmente através do que é chamado de Acto Sexual que representa a dado momento… a possibilidade de refazer Um.

Mas nenhum Corpo pode ser confundido com o outro Corpo e a sua Consciência, que lhe é tributária…esta é uma Regra deste Mundo.

O que não é evidentemente, absolutamente o caso nos outros Mundos onde existe interpenetração, possibilitando inter-mudar (trocar) a Consciência e o Corpo.

Eu Recordo no entanto, que vocês não têm nenhum meio com o Intelecto… de representar essa interpenetração dos Corpos e da Consciência.

O único modo acessível, do vosso «ponto de vista» aí onde vocês estão… é de considerar o Processo que é designado de WALK-IN, isto é… o momento em que uma Alma cede o lugar a outra Alma, no mesmo Corpo.

Nas outras Dimensões…a Transparência é tal que vocês podem atravessar um ao outro, sem nenhum inconveniente e sem nenhuma dificuldade, o que não é, naturalmente, o caso deste lado daí onde vocês estão.

A Consciência pode fazê-lo.

Vocês podem expressar e criar um outro Corpo além do vosso.

Isto aliás, faz parte do que vos foi entregue por UM AMIGO  relativo ao período em curso.

Mas parece-me extremamente difícil de habitar, de maneira definitiva, um outro Corpo… o que é amplamente viável e realizável noutras Dimensões.

É neste Sentido que uma dada forma não é nunca fixa.

Um Arcanjo, em tal Dimensão, tem tal forma.

Em outra Dimensão, ele tem qualquer outra forma.

 E vocês podem Ser, ao mesmo tempo… este Arcanjo tanto numa Dimensão como noutra Dimensão.

Aí está a Liberdade.

 Lembrem-se de que a maioria dos males deste Mundo... E eu não falo desta vez da Causalidade…do que é Responsável pelo isolamento, mas antes do Resultado:

Este Resultado é o de nos ter feito atribuir uma Forma e de ter Manifestado uma Consciência Limitada inscrita entre o Nascimento e a Morte.

Do outro lado do Véu, não existe nem Nascimento nem Morte.

O Aparecimento numa Dimensão vive-se de modo Síncrono… além de todo o Tempo e de todo o Espaço no mesmo momento.

A Ausência de Separação para a Consciência Separada e Dividida, é a coisa mais difícil de encarar.

***Pergunta:- A partir do momento em que todos os Corpos são elaborados, e que a Ascensão teve lugar, a Autonomia não é algo natural?

R:- A Autonomia é totalmente natural…a Liberdade também… a Maturidade também… do outro lado do Véu.

A pergunta que poderia eventualmente surgir seria:

-Porquê cismar nisso, já que, de qualquer modo toda a Terra está Liberta?

Eu responderia simplesmente que as próprias Circunstâncias do Estabelecimento desta Libertação são profundamente diferentes segundo o que a LUZ encontra.

Se a LUZ encontra Crenças, Resistências, Medos, ela não pode agir corretamente devido também à presença de Resistências, de acordo com um Princípio, bem conhecido, de Oposição.

Agora se daqui por diante…desse lado do Véu…vocês têm sido capazes de amortecer em vocês, os pesos e o Choque da Revelação do que Sois… naturalmente as Circunstâncias da vossa Libertação serão profundamente diferentes.

A Facilidade da Passagem não é a mesma… segundo o que vocês tenham realizado isso desse lado do Véu… ou que vocês esperam do outro lado do Véu para o concretizar.

Esta é toda a diferença…todas as proporções mantidas entre aquele que fez uma Experiência de quase-Morte, que saiu do seu Corpo, que viu a LUZ de longe, e voltou e que não pode mais ser afetado pelo Sentimento de perda ou de Fim deste Corpo ou desta Vida…daquele que leu algo sobre isso mas que não o vivenciou.

***Pergunta:- Quando os Elementos tiverem acabado de trabalhar em nós, e quando a intervenção de URIEL estiver terminada…poderemos manter o Corpo Físico?

R:- Enquanto o Mundo estiver presente, sim.

Aquele que percebe o que ele É real e totalmente, não é afetado, quer isso se trate dos Medos… das fracturas ou da própria Consciência em si… pelo Destino deste Corpo perecível, seja ele qual for.

Somente aquele que inscreveu a sua jornada Espiritual no Medo de perder este Corpo será afetado pela perda deste Corpo.

A busca Espiritual não é mais do que o resultado da consciencialização de uma Falta.

Qual é esta falta?

É precisamente, a perda do Infinito da Consciência.

Ora, o Finito, este Corpo… procura uma Razão para existir no Infinito que ele não é.

Aquele que é Infinito, aquele que É …ABSOLUTO …como na INFINITA PRESENÇA… como aquele que viveu uma Experiência de quase-Morte… não pode em nenhum caso, ser afetado pelo Fim deste Corpo.

Para responder mais precisamente à tua Pergunta… a Persistência ou não do Corpo não tem nenhuma incidência sobre a Consciência.

Isto tem simplesmente, uma incidência seguramente sobre a Personalidade, ela própria que está no Medo do seu próprio Desaparecimento.

Mas lembrem-se de que este Medo, ele também… passa.

Quem entre vocês se lembra do Medo da Morte numa Vida passada?

O Esquecimento é a característica essencial da Consciência Fraccionada e Dividida.

Em resumo ao conjunto destas perguntas, mesmo que haja outras depois… o «ponto de vista», seja ele qual for, que vocês expressam…a vivência que vocês expressam… a Manifestação que vocês têm e que Sois sobre este Mundo… em definitivo, é apenas tributária de uma só coisa: é a Inscrição n um Tempo Linear.

 Sair do Tempo Linear, quer isso seja através da Experiência de Morte iminente…da Vibração…da  Consciência em si… ou do ABSOLUTO… des-solidariza-vos desta Linearidade de Tempo.

Certamente que o Corpo que permanece presente está submetido a isso.

Decerto que as Leis Sociais… Morais…Políticas… Económicas… Afetivas… estão sujeitas a isso.

Mas vocês… vocês não o São mais!

Observem a Evolução por exemplo, de uma Penalidade:

Quando vocês sofrem, por uma razão precisa e justificada…vocês notam que este Sofrimento se atenua, desvanece e desaparece com o tempo.

Exceto alguns casos específicos onde há a impressão de um ressurgimento permanente do Sofrimento… uma sensação de Falta, quer seja a perda de um ente querido… ou uma situação traumática, seja ela qual for.

Vocês percebem espontaneamente… que o tempo faz o seu trabalho.

E que o Sofrimento inicial é muitas vezes substituído por uma Memória mantida ou não, que tende a querer fazer reviver o Elemento Passado.

Mas quando o Elemento Passado é ultrapassado pelo Tempo que decorre,  a Consciência não é mais afetada, de uma maneira geral.

O que prova que esta Consciência Efémera é afetada por Circunstâncias Efémeras deste Mundo, assim como através da Inscrição dela-mesma, dentro dos contextos dos Limites deste Mundo.

Preservando no Espírito a Experiência de quase-Morte, a maioria daqueles que viveram estes Estados da Consciência fora do Corpo… não são mais afetados por um Medo qualquer da Morte.

Eles podem ser naturalmente, afetados pelo Medo habitual, relativo a um ente querido.

Eles são afetados pelos Estados Emocionais que eles podem encontrar devido às Circunstâncias das suas Vidas.

Mas se existe um Medo que desapareceu na íntegra, é sim o Medo da própria Morte, porque eles sabem pertinentemente que eles não Desaparecem.

Ora, enquanto vocês não tiverem ainda vivido esta Des-Localização da Consciência…quer isso seja através de uma Experiência de quase-Morte … quer isso seja através do acesso ao Corpo de SER… quer isso seja através do ABSOLUTO que Sois e que se realiza em vocês…vocês estão sempre sujeitos a esse Medo… que está inscrito no Apego da Personalidade a si-mesma… que está inscrito nos Reflexos de Sobrevivência e nos hábitos de Sobrevivência.

 (ndr: ver também a Pagina PROTOCOLOS / PROTOCOLO - APEGO ARQUETÍPICO DA PERSONALIDADE A SI MESMA ).

Se vocês observarem com a maior das Transparências… é evidente que a Personalidade reivindicará sempre a LUZ.

Ela reivindicará sempre um aperfeiçoamento sob a Acção do Espírito… da LUZ… ou do AMOR.

E que frequentemente, estas reivindicações quando são satisfeitas, conduzem a outras reivindicações… a outras buscas… a outras indagações.

O que não é mais o caso para aquele que realmente tenha vivido a Experiência fora do Corpo.

O Medo da Morte não existe mais.

Mesmo que ressurgências ligadas aos Medos de Experiências anteriores à Experiência de quase-Morte, podem ainda se reproduzir…em nenhum caso isso não pertence ao Medo da Morte.

***Pergunta:- Porque é que podemos ter Medo da ETERNIDADE?

R:- Por uma razão que é muito simples:

Ao nível da Personalidade… a ETERNIDADE, que é, entretanto, o substrato da sua própria Crença, e da vossa própria Existência, representa O NADA, porque em algum lugar… a Personalidade sabe que a noção de ETERNIDADE lhe escapará sempre.

O Medo da ETERNIDADE… o Medo de Sobrevivência… é implicitamente reconhecido pela Personalidade como que lhe escapando, para sempre.

Assim, do seu «ponto de vista», aquele da Personalidade… a LUZ é algo que vem colocar um termo à Personalidade.

Quer isso seja através da Acção da LUZ, sobre este Mundo… seja do evento chamado de Morte… o Medo da ETERNIDADE apenas representa o Medo do Vazio ligado ao Desaparecimento da Personalidade.

A Personalidade apenas existe porque ela se crê Eterna e inscreve a sua Acção entre o Nascimento e a Morte… segundo um Princípio de ETERNIDADE que não existe.

Falar paradoxalmente da ETERNIDADE na Personalidade, pode realmente ativar uma série de Medos.

Para o ABSOLUTO, a Personalidade não é nada.

A ETERNIDADE para a Personalidade, mesmo que ela clame e declame que ela a procura…representa apenas O NADA.

*** Não temos mais perguntas, agradecemos-vos.

Irmãos e Irmãs, proponho-vos reviver um momento de Silêncio, a fim de nos acolher na nossa PRESENÇA UNA.

Façamos Apelo… juntos… se vocês o pretenderem… à Radiância do Anjo URIEL.

... Partilha do Dom da Graça ...

EU SOU IRMÃO K.

Recebam todo o meu AMOR, toda a LUZ.

Digo-vos até uma próxima vez, até breve.

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NDR:- CRUZ FIXA /  Eixo ATRAÇÃO / VISÃO



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